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Lobo # 02

Por Alexandre Mandarino

Space Oddity

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Seus cabelos brancos e esverdeados flutuavam no ar, placidamente, como se seu dono estivesse mergulhado em um tanque de água. Os fios se entrelaçavam, sem pressa, levitando no éter. À medida em que o feiticeiro andava, os pêlos se misturavam, se embaraçavam e desembaraçavam. O chapéu de couro de Misjg não era bem-sucedido na tarefa de aparar todos os cachos. Tarodequi passava então a mão sobre a testa suada, afastando os fiapos de cabelo do seu ângulo de visão. Em sua câmara no sagrado mundo genético de Uk, na constelação de Escathon, ele afagava a bola de vidro mimético. E pensava: "As vibrações ainda são curtas, mas posso sentir que algo de muito grave está para acontecer no córtex genético universal. Espere... e... a equipe do engenheiro-chefe Zza está envolvida nesta trama."

Surpreso com esta nova revelação proporcionada pela vibração da bile, saliva, catarro e humor vítreo que flutuavam no interior do Globo-Gen, Tarodequi apressou-se em ir para a câmara vizinha. No espaço exíguo de menos de um metro quadrado, ele prostrou-se na posição genéticonsagrada de Prótis e meditou.

O último sobrevivente do universo passado olhou para a sua galeria de equipamentos meteletrônicos. O nulificador total estava agora em um canto, escondido da vista de todos e protegido por um campo refrator não-existente. Um leve sinal de aprovação assombrou durante um segundo a face do gigante púrpura e ele deu por encerrada a inspeção de sua nave. Galactus então chamou seu arauto:

— Coprofax, aqui.

Imediatamente, um ser extremamente magro e recoberto por uma espécie de massa mole e marrom entrou voando na galeria, cavalgando um globo feito de um material macio e gotejante.

— Chamô, cheguei na hora! Tamo aí mermo pra ajudar, seu Devoradô. Qualé dessa vez? O cara já chegô lá na Eternidade?

— Cale-se, Coprofax. Não é Lobo e sua ridícula missão que me preocupam. Não há maneira possível dele ser bem-sucedido. O que me faz ponderar são as possíveis ações da Eternidade.

— Dona Eternidade? Mas ela nunca vacila, seu Devoradô. Ela é esquisita, assim, meio que baranguinha, mas a mulé manda bem nessas parada cósmica aê.

— Coprofax, silêncio. Não fale. Você me faz ficar arrependido por tê-lo tomado como meu arauto. É melhor você não saber o que faço quando isso ocorre.

O arauto silenciou, pousou seu estrumóide voador e ajoelhou-se perante Galactus, que continuou:

— O Intermediário. Algo de muito errado aconteceu durante sua última ressurreição. Ouso dizer que ele pode estar até mesmo manipulando a rainha do ante-tudo.

— Mas, seu Devoradô, por causa de que que o Lobo quer matar a Eternidade?

— Os motivos bestiais de sempre: ele foi pago para isso.

— Mas, minha mãezinha, por todos os praneta, quem seria tão bicil pra mode querê que o Lobo fazê isso?

— Extingüir a Eternidade? Que melhor modo de obter a equação antivida?

A nave-gen flatulava pelo cosmos, tremendo a cada descarga. Em sua traseira, perdigotos voavam, em um protesto inútil contra a ausência de gravidade. Em seu interior, cinco homens permaneciam silenciosos há horas. Finalmente, o engenheiro-chefe falou:

— Bem, já checamos 38 biroscas. E nenhum sinal da criatura. Estou, digamos, aberto a novas sugestões.

Ao que o engenheiro-assistente respondeu:

— Bem, senhor Zza, parece que não temos o que fazer.

— O que quer dizer, cretino? Que devemos sentar e esperar a morte? Esta conduta não faz o estilo do G.E.N.O.M.A.™!

— Eu tenho uma idéia, senhor! — disse o nervoso 714.

— Fale.

— Meu primo é membro da A.L.E.I.J.A. (Associação de Larápios, Entreguistas Interestelares e Janotas Agressivos). Ele tem acesso a todo o checklist dos mercenários do setor. Podemos ir até lá e verificar qual foi a última missão de Lobo.

— Onde fica essa porcaria?

— Na terceira lua de Kag, senhor. A chamada "lua cinza".

— Na "lua cinza"? Mas não é seguro! — disse o líder.

O silêncio que se formou deixou evidente o despropósito da declaração.

— Bem... rumemos então para Kag.

A motocicleta havia acabado de passar por um posto avançado de defesa de Thanagar. Ao ver quem estava sobre ela, um pelotão de nove soldados alados abriu espaço para a sua passagem. Perdido em pensamentos bizarros, o piloto nem se deu conta da presença dos thanagarianos. "Eternidade, hein? Nunca matei uma piranha cósmica antes. Vai ser difícil, mas divertido. E mais divertido ainda se aquele cretino com cara de carranca não me pagar o prometido".

A horas-luz dali, uma nave prosseguia em sua infindável odisséia. "Esta viagem parece nunca terminar", pensou Hepzibah enquanto admirava as 1.545 luas de Tromux, o planeta-morto. "Parece tão similar a uma cidade da Terra", comparou a mulher-gato. Seus pensamentos foram interrompidos pela chegada de Scott Summers.

— Hepzibah, você sabe onde meu pai está?

— Nos armazéns sob a ponte. Ele foi conferir nossos suprimentos.

— Bem, avise a ele que fui dar uma volta.

Scott se voltou, caminhou até a câmara de descompressão e vestiu um traje de flutuação shi'ar. Colocou seu visor por baixo do capacete etéreo de respiração e ajustou o ângulo e foco de liberação dos raios ópticos para rajadas extremamente finas, com dois centímetros de diâmetro e média potência. Isso imprimia um caráter mais concussivo e menos abrasador às armas que desde adolescente se acostumara a carregar nos próprios globos oculares.

Abriu a comporta e saiu para o espaço, uma sensação que não lhe era pouco familiar. O jato de propulsão pneumática lhe levou para perto de Tromux. A alguns quilômetros da atmosfera do planeta-morto, ele parou. Ciclope observou as inúmeras partículas sólidas que recobriam o astro, geradas pela órbita inconstante de suas centenas de luas errantes. Os satélites naturais do planeta apresentavam órbitas entrecruzadas, algumas vezes quase perpendiculares, outras vezes perfeitas paralelas. Estas estranhas órbitas garantiam o choque entre as luas, várias vezes a cada hora. A cada choque, as luas se desgastavam mais e mais e de tempos em tempos novos satélites eram gerados pelos fragmentos maiores que se desprendiam. Os pedaços que caíam em Tromux cuidaram de, ao longo dos séculos, tornar a primitiva vida do planeta impossível. Hoje, graças às suas luas, Tromux era um planeta morto. O planeta-morto.

"É fascinante", pensou Scott, a uma distância segura das órbitas. "Não é a toa que este planeta tem chamado a atenção de diversos pesquisadores e cientistas, pelo que Ch'od me disse". Onde Ciclope estava, havia uma infinidade de fragmentos menores, separados das luas com os repetidos choques e em um naufrágio eterno em direção ao infinito. Ciclope utilizou o jato para penetrar ainda mais na nuvem de planetóides e poeira cósmica. Ele sequer podia ver o universo à sua volta, apenas a cor marrom da poeira, que parecia tomar tudo.

Scott ligou seu hiper-calculador aleatório e deixou-o escanear o ambiente. Em menos de dois minutos, o aparelho shi'ar havia deduzido a posição exata de cada planetóide nos próximos cinco segundos, bem como qual deles seria o ponto focal naquele instante.

Sentindo uma emoção que não lhe era estranha, Ciclope sorriu e deixou abrir lentamente seu visor de quartzo-rubi. "Morda-se de inveja, Karnak", pensou no último minuto.

Um raio óptico fino e púrpura saiu de seus olhos sem fazer ruído e, quase no mesmo instante, atravessou vários metros até se chocar com um planetóide. Este se chocou com outros três asteróides, que por sua vez esbarraram em outros sete. Em cerca de cinco minutos, a nuvem inteira estava em movimento.

Nenhum som. Protegido em uma posição exata intuída pelo hiper-calculador, Scott Summers se sentiu como uma criança, torcendo em uma sinuca galáctica. Poucos instantes depois, a nuvem inteira havia se dissipado, após a partida definitiva de seus "membros" para o éter. Às costas de Ciclope, Tromux e suas 1.545 luas pareciam orgulhosos.

— Taquiupariu! Tá sendo meio foda achar essa Eternidade!

E a moto acelerava, horas depois de haver passado pelo pelotão thanagariano.

— Se aquele escroto não me deu as indicações certas, eu volto lá e a cara feia dele é que vai ver o que dá escrotizar o Maioral!

Foi quando ao fundo surgiu a nave.

"Hummm... Esses caras têm uma nave bem esquisitinha. Quem sabe eles me dizem onde fica essa porra de 'entrada Kundalini'?".

Na nave, Ch'od carregava algumas caixas de licor trêmulo de Gweauit quando Sikorsky deu o aviso:

— Ser motorizado se aproxima a 49 graus. Processando informações de multidentificação comparativa.

Corsário se sobressaltou:

— Quem é, Sikorsky?

O minúsculo médico cibernético nada falava.

— Quem é?

Finalmente, Sikorsky se moveu:

— Não pode ser. Por quê aqui? Por quê agora?

E suas asas de inseto o carregaram para a ponte em alta velocidade. Corsário perguntou:

— Que diabos está acontecendo, Ch'od?

Os dois correram atrás do médico, mas quando chegaram na ponte de comando, Sikorsky já havia saído da nave. Hepzibah entrou na ponte e perguntou:

— Nate, acabei de ver Sikorsky lá fora. E ele carregava uma mícron-subcutânea megalítica.

— O quê? Que você disse, Hep? Cristo, quem está lá fora?

O rosto de Corsário subitamente empalideceu:

— E onde está o meu filho?

— Pare e identifique-se, disse Sikorsky ao se aproximar da motocicleta espacial. O fedor de sangue e cerveja invadiu seus sensores olfativos.

O ser parou e olhou em volta:

— Quê? Que porra é essa? Quem tá falando?

— Observe seu linguajar, viajante. Você está diante de uma embarcação estelar e, como tal, nos deve respeito.

— Hã? Cumequié? Mas que que tá rolando? Quem tá falando?

— Aqui, ser abjeto. No seu flanco direito.

— Flanco? Há!!! É... bwah-hah-hah-hah-hah-hah! É... quaá, quá, quá! É você que tá falando isso, sua merdinha verde? Que que tá pegando, cara?

— Não visualizo a existência de graça nesta situação. Você é o último czarniano?

— Eh, eh. Sai daqui. Se liga, otário.

Sikorsky levou um peteleco e, depois de rodopiar 17 vezes no ar, parou a alguns metros do motoqueiro.

— Muito bem, você argüiu por isso.

A pistola mícron-subcutânea megalítica espirrou centenas de minúsculas seringas auto-guiadas por calor. A maioria encontrou a pele do czarniano e as agulhas começaram a injetar um líquido quente, com a textura de lava, em suas veias.

— Ahhhhhh. Isso dói pacas!

— Espere e tudo piorará, grotesco.

Mal Sikorsky acabou de dizer essas palavras e protuberâncias começaram a crescer sob a pele do czarniano que, urrando de dor, ainda gritou:

— Aaahahahhhhhh! Olha... só... merda... verde.... como... estou... feliz... ugh... em ver... você...

Subitamente, as protuberâncias explodiram, rompendo a pele do czarniano, que foi instantaneamente impulsionado, ensangüentado e em alta velocidade, para o espaço distante. Ele gritou de dor e raiva até cair em um asteróide a alguns quilômetros de distância.

— É sempre assim quando os megalitos explodem sob a pele... — disse Sikorsky para si mesmo. — Mas agora devo verificar se o ser realmente pereceu.

O médico agitou as pequenas asas e voou durante alguns minutos até o asteróide. Uma nuvem de poeira marcava o local onde o inimigo havia caído. Sikorsky ligou seus inseto-sensores e mapeou a área. Gotas de sangue, marcas de unha no chão. Nada mais. Onde estava o ser?

Repentinamente, o médico sentiu suas asas pararem. Olhando para trás, viu que dedos as seguravam. Era o czarniano.

— E aí, cupim do espaço? Quer mesmo que eu me identifique?

Nesse momento, Sikorsky ligou suas amplo-câmeras. As imagens da cena passaram a ser transmitidas ao vivo para a ponte da nave. Ch'od viu e interrompeu a correria:

— Vejam! É Sikorsky. Mas quem é aquele que o está segurando pela asa?

No planetóide, o czarniano começou a arrancar as asas do pequeno médico, que se pôs a gritar.

— E aí, ainda quer saber, oxiúros voador?

Mais um puxão e as asas praticamente se descolaram, permanecendo presas por apenas um fio de pele sintética.

— Quer ou não quer? Se quer, o nome é Lobo, porra!!!!!

As asas foram arrancadas e o czarniano logo as pôs na boca, engolindo-as. Virou seu rosto para as câmeras que haviam saltado do corpo de Sikorsky, que agonizava, e disse:

— Uhuuuu! Quem tá aí me vendo? Vem, putada, vem pro pau! Arrout!

— Intermediário?

— Sim, minha(eu) (d)ama(o)?

O ser multi-cor se prostrou em respeito perante a musa do além-cosmos.

— O ser deteve sua aproximação por um tempo, Intermediário.

— Já estou a caminho, disse o mestre das encruzilhadas, com um sorriso.

Tarodequi sentiu a aproximação de um insight, sob a forma de um jorro de DNAs recém-nascidos. Ele interrompeu sua meditação estóica e ligou o comunicador de plasma:

— Engenheiro-chefe Zza. Tarodequi, aqui.

O silêncio foi a única resposta. A nave-gen estava vazia.

"Onde estão? Logo agora que vibrações de violência corporal me mostraram o paradeiro da criatura. E saíram da nave com outras roupas, sem seus comunicadores-aurículas. Estarão disfarçados?".

Tarodequi voltou para a câmara principal. Cuspiu na palma da mão esquerda e escarrou na direita. Com um floreio, juntou as duas palmas no ar, com um estalo.

— Em nome do Gen Sagrado e dos fluidos corporais supremos. Por ordem de Salivorr, Medularr e Ranhorr. Que o local onde se encontra a equipe de Zza me seja revelado!

Cortinas de carne automaticamente selaram a única janela do recinto e começaram a tremular. Nervos e gorduras se reordenaram e esboçaram um canhestro mapa de um determinado quadrante galáctico.

— Por Mijorr, o que eles estão fazendo na "lua cinza" de Kag? Terão perdido a razão?

Scott Summers usou o jato para retornar à nave. Esteve por mais de meia-hora terrestre fora e redirecionou sua trajetória para que compensasse os quilômetros que a embarcação teria percorrido nesse tempo. Estranhamente, no meio do caminho, percebeu que a nave dos Piratas Siderais havia viajado apenas alguns poucos metros desde sua saída.

"E agora parece estar parada. Estranho".

Com cautela, desceu no pequeno aterriporto contíguo à câmara de compressão.

Tirou o traje shi'ar e saiu para o corredor principal da nave. O silêncio era total e as luzes estavam apagadas.

Por mais de quinze minutos, andou pela nave, que parecia um ataúde cósmico. Ninguém estava a bordo? Seria possível? Ao entrar na enfermaria, ouviu um estalo, vindo de seu próprio pé. Abaixou-se no escuro e tateou. Uma massa amorfa e destroçada estava no chão. Na escuridão, Ciclope usou um feixe de raios ópticos extremamente tênue, que escapava de suas córneas somente o necessário para iluminar alguns metros. Levou as mãos para perto do rosto e examinou o que havia encontrado.

— Aaaaahhh!

Deu um grito espontâneo e abafado de susto, surpresa e pavor. A massa era o que havia sobrado de Sikorsky, completamente destroçado.

"Meu Deus! Quem seria capaz de fazer isso com alguém tão pequeno e indefeso? Felizmente, parece que o pobre Sikorsky ainda pode ser consertado", pensou, aturdido. Acondicionou o pequeno corpo cibernético em uma cúpula medicinal. Mesmo desligada, ela haveria de ao menos impedir que mais alguém pisasse no diminuto pirata sideral.

Nenhum sinal de Ch'od, Hepzibah, Raza ou de seu pai. Onde estariam? O que teria acontecido em tão pouco tempo? O pequeno feixe de raios ópticos lhe permitia vislumbrar que algumas paredes da nave estavam rasgadas e destruídas. Caminhou até o saguão dos dormitórios, o único que faltava ser visitado. Os quartos dos Piratas estavam intocados. Finalmente, Ciclope entrou no seu quarto.

Mais um susto.

Na escuridão, um homem musculoso e peludo estava sentado em sua cama. Scott aumentou a potência dos feixes e pôde ver que ele segurava em suas mãos a echarpe verde de Jean. O ser parecia estar lambendo ou cheirando a echarpe. Seus cabelos pontiagudos e espetados se moviam na escuridão. Finalmente, ele disse, com uma voz baixa e rouca:

— Pelo cheiro, é uma bela potranca essa aqui, hein, ô caolho?

Ciclope duvidou do que ouviu e perguntou, incrédulo:

— L - Logan?

O ser se levantou da cama e se aproximou. Quando estava quase dentro do raio de alcance da iluminação dos raios ópticos, fez um gesto teatral e rasgou a echarpe em pedacinhos com as mãos.

— Não. Começa com L e depois vem mermo um O, mas o nome não é esse não, ô bichona. Aqui é o Maioral e estou muito puto por ter sido atacado por esses pregos sem nenhum motivo. Soletra comigo pra você nunca mais esquecer, perobo: o nome é Lobo.

Com um som que não fez nenhum ruído, o Intermediário chegou ao quadrante de Tromux, o planeta-morto.

— Minha(o) (d)am(o), ele está aqui. Parece que poderei ajudar a restaurar o equilíbrio da (sua) realidade.

Ao longe, Eternidade sussurrou nos ouvidos do Intermediário:

— Faça o que for preciso.

Os multi-sensores de varredura quadrangular apitaram como patos. O Devorador de Planetas olhou para as telas de macroglass e interpretou os sinais.

— O Intermediário. Ele finalmente encontrou o mercenário. Arauto! Sua hora de agir é chegada! Vá! E não se esqueça: o destino de Lobo é irrelevante, mesmo que ele esteja na risível missão de aniquilar a Eternidade. Não se esqueça, Coprofax: o alvo da missão é o Intermediário. Se ele passar para o lado que lhe é oposto, tudo estará perdido.

— Se tu falô tá mais do que dizido, seu Devoradô. Coprofax tá a caminho dessa parada e neguinho aê vai vê que o lance é num deixar baratu e ninguém se intrometê com o premero e únicu elemental do...

— Cale-se e vá, Coprofax.

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